sábado, 15 de julho de 2017

Intolerância: Rapaz é morto pela própria mãe por ser gay.



Um exame de DNA confirmou ser de Itaberlly Lozano, de 17 anos, morto em dezembro, o corpo encontrado carbonizado, em janeiro, em canavial de Cravinhos, no interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o rapaz foi morto pela própria mãe, com a ajuda do padrasto, por ser gay.
O laudo, do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, ficou pronto na quinta-feira, 13. Os restos mortais, que permaneciam no IML de Ribeirão Preto aguardando o resultado do DNA, foram liberados à família e serão sepultados nesta sexta-feira, 14.

As circunstâncias do assassinato chocaram a cidade de 34 mil habitantes, na região de Ribeirão Preto. A Polícia Civil e o Ministério Público acusam a mãe do rapaz, a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 33 anos, de ter tramado a morte do filho por não aceitar sua condição de homossexual. Ela contou com a ajuda de outros três jovens para o crime, executado na noite de 29 de dezembro, e do marido, padrasto do rapaz, para esconder o corpo.
Itaberlly foi atraído para a casa da mãe e morto com facadas no pescoço. Tatiana foi ajudada por Victor Roberto da Silva, de 19 anos, Miller da Silva Barissa, de 18, e por uma garota de 16.

Seis dias antes de ser assassinado, o rapaz postou em rede social que a mãe o havia espancado por ser homossexual. No texto recuperado pela polícia ele escreve: "Lembrando que essa mulher que eu chamava de mãe me espancou e colocou uma renca de mlk (moleques) atrás de mim para me bater, me pôs para fora de casa e me deu uma pisa (surra), sabe por quê? Porque eu sou gay".
O casal e os dois rapazes estão presos. A garota está sob custódia, já que a polícia acredita que ela também tenha participado do assassinato. O processo segue em segredo de Justiça por envolver menores, e a próxima audiência está marcada para o dia 2 de agosto.

O Ministério Público acusa a mãe de homofobia e quer levar os acusados a júri popular, sustentando a tese de homicídio duplamente qualificado. A defesa do casal atribui o crime aos dois jovens que foram chamados por ela apenas para dar um "corretivo" no filho.

Fonte: NoticiaAoMinuto
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